Quando for chegada a hora de eu ir, que seja sabido que detesto despedidas - já foram dadas demasiadas.
Talvez, possa magoar ou ofender alguém quando for chegada a hora de eu ir, por ir sem aviso ou anúncio, sem alarde e de repente... mas espero que não magoe e nem ofenda a ninguém - é por me custar, e não por descaso.
Quando for chegada a hora de eu ir, talvez eu não saiba ainda para onde irei, talvez não exista sequer destino ou intenção e seja apenas o ir, o sair, o obrigar a deixar tara trás, e espero que não seja um acto tomado como covardia, mas sim como pelo que é - não sentir haver espaço para eu ficar.
Quando for chegada a hora de eu ir, não pensem que alguém poderia ter mudado seja o que for, porque a hora chega quando chega, e não somos tão superiores que tenhamos o poder de alterar o destino seja de quem for.
Quando for chegada a hora de eu ir, que não existam hipocrisias sobre o que poderia ou não ter sido vivido, somos todos melhores e mais sabedores que isso.
Quando for chegada a hora de eu ir, talvez eu tenha encontrado afinal a liberdade de não carregar posses nem desejos, coisas nem vontades, expectativas ou esperanças, talvez eu tenha finalmente, encontrado a mim mesma.
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