Quando for chegada a hora de eu ir, que seja sabido que detesto despedidas - já foram dadas demasiadas. Talvez, possa magoar ou ofender alguém quando for chegada a hora de eu ir, por ir sem aviso ou anúncio, sem alarde e de repente... mas espero que não magoe e nem ofenda a ninguém - é por me custar, e não por descaso. Quando for chegada a hora de eu ir, talvez eu não saiba ainda para onde irei, talvez não exista sequer destino ou intenção e seja apenas o ir, o sair, o obrigar a deixar tara trás, e espero que não seja um acto tomado como covardia, mas sim como pelo que é - não sentir haver espaço para eu ficar. Quando for chegada a hora de eu ir, não pensem que alguém poderia ter mudado seja o que for, porque a hora chega quando chega, e não somos tão superiores que tenhamos o poder de alterar o destino seja de quem for. Quando for chegada a hora de eu ir, que não existam hipocrisias sobre o que poderia ou não ter sido vivido, somos todos melhores e mais sabedores que isso. Quando for ...
Vi a estrada. E é... tenho medo. É... por mais forte que eu seja, guardo sim medos e covardias em mim. Tenho medo do que desconheço. Tenho medo do incerto, do inseguro, de tudo que não consigo controlar ou compreender. E tenho um bichinho cada vez maior crescendo dentro de mim, que começa a sussurrar quem será maior, se eu ou se meus medos e covardias. Conheço bem o sussurro, conheço bem a sensação... Estou a ouvir o sussurro... Estou a sentir a vontade dos meus pés de caminharem... É uma estrada selvagem, esta que me sussurra. É um passo que não sei bem se minhas pernas aguentam. Apareceste por acaso ou foi mesmo só para entregar a mensagem que eu não lia? Me fizeste pensar. Mais que pensar, me fizeste enxergar o que eu não via. Onde e como estou, dentro de tudo que eu pensava estar e ser. Achei um dia que eu podia conquistar o mundo e as estradas, as fronteiras e os países, e descobrir-me à mim enquanto descobriria as geografias à minha volta. Com tudo que acontece, com as...